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ESTOU GRÁVIDA E AGORA?

Confira as 10 primeiras coisas que você precisa fazer depois que o resultado dá positivo

Não importa se você desejou muito ver aqueles dois risquinhos no teste de gravidez (ou o resultado positivo do exame de sangue que mede o nível de Beta HCG) ou se foi pega de surpresa: a sensação de descobrir a gravidez é sempre uma mistura de emoções. A felicidade e a euforia geralmente vêm acompanhadas de medos e inseguranças, que são completamente naturais durante qualquer período de transição. Basta usá-los ao seu favor. 


Pensando em acalmar um pouco seu coração que agora é de mãe, o Parto Normal ABC preparou uma lista com as 10 primeiras coisas que você precisa fazer depois que o resultado dá positivo. 

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1 - RESPEITAR O SEU MOMENTO, OS SEUS SENTIMENTOS E A SUA VONTADE


Este momento é seu. Se você quiser gritar e pular de alegria, grite e pule. Se você tiver vontade de chorar, chore. Se demorar um pouco para cair a ficha, tenha paciência consigo mesma pois no momento certo ela irá cair. Há relatos, inclusive, de pais que só conseguiram se sentir pais quando saem da maternidade e chegam em casa com o bebê - e são pais maravilhosos. Se você não se sentir exatamente feliz (mesmo que a gravidez tenha sido desejada) não se culpe. Se tornar mãe é um processo que acontece em ritmos e intensidades diferentes para cada mulher. É só você tentar pegar mais leve consigo mesma, sem se cobrar ou se comparar a ninguém. 

2 - CONTE PARA QUEM VOCÊ QUISER, QUANDO VOCÊ QUISER, COMO VOCÊ QUISER


Se a primeira pessoa que você quiser contar for o pai do bebê, maravilha. Mas se você se sentir mais segura para conversar primeiro com a sua mãe, irmã ou melhor amiga, não tem problema nenhum. Você já deve ter ouvido falar que “é melhor esperar até o final do terceiro mês para contar para a família e amigos, porque aí o risco de perda diminui” (inclusive, alguns profissionais recomendam esperar até a 12ª semana). Se isso for relevante pra você e te der mais segurança, tudo bem. Agora, se você sente vontade de gritar pros quatro ventos que está grávida e não quer esperar esse ‘prazo’, saiba que não existe prazo. Inclusive, quando te perguntarem sobre a DPP (Data Provável do Parto), a dica é informar uma data fictícia de três semanas posteriores a real DPP, para evitar cobranças que possam causar uma ansiedade desnecessária no final da gestação. Estudos comprovam que conforme a barriga cresce, cresce também o número de vezes que a gestante ouvirá "quando nasce?" rs....

3 - MARQUE A PRIMEIRA CONSULTA COM A SUA/O SEU GINECOLOGISTA E OBSTETRA. SE VOCÊ NÃO TIVER, CHEGOU A HORA DE PROCURAR!

Obstetrícia é o ramo da medicina dedicado a cuidar da mulher e do bebê durante a gestação, trabalho de parto, parto e puerpério (pós-parto). Geralmente, todo obstetra é também ginecologista, já que para atuar nessa área o médico precisa se especializar em Ginecologia e Obstetrícia. Sentir afinidade e confiança neste profissional é um fator determinante para ter uma gestação mais tranquila e se preparar para o tipo de parto que você quer ter. Caso você ainda não tenha um obstetra para chamar de seu, pesquise e peça indicações. Se você não estiver satisfeita, não hesite em tentar encontrar o acolhimento que procura em outro profissional - essa é uma das melhores coisas que você pode fazer por você e pelo seu bebê.

 

Confira algumas dicas de como identificar se a(o) obstetra quer o mesmo tipo de parto que você:

  • Solicitar a taxa de parto normal e de cesáreas do médico junto ao plano de saúde;

  • Perguntar ao médico sobre o parto desde a primeira consulta;

  • Questionar se ele faz indução do parto;

  • Faça perguntas como “e se passar da hora?” “e se minha pressão subir?” “e se o cordão estiver enrolado no pescoço?” “e se minha bolsa estourar?”;

  • Entregar seu plano de parto e observar a reação dele;

  • Perguntar se ele trabalha com doulas.

A/O obstetra irá conversar com você, conhecer a sua história, dos seus hábitos e te dar uma série de orientações, além de solicitar alguns exames e te receitar vitaminas, como o ácido fólico, para garantir uma gestação mais saudável. Caso você opte por ter o parto com ela/e, terá todas as informações necessárias a respeito: quais hospitais atende, qual o valor que ela cobra, se tem ou não reembolso do convênio e que outros profissionais são indicados ter na equipe.

4 - REALIZAR TODOS OS EXAMES/PROCEDIMENTOS INDICADOS POR ELE/ELA

É muito importante seguir as orientações do obstetra direitinho e fazer todos os exames de imagem e de sangue que ele indicar, além de tomar as vitaminas e possíveis remédios que ele receitar, caso seja necessário. Um bom obstetra não te submete a uma série de exames desnecessários e avalia cada paciente como única. 

5 - FAÇA O PRÉ-NATAL

O acompanhamento pré-natal envolve as consultas, exames e cursos preparatórios durante a gestação e é uma recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) como principal forma de prevenção de mortalidade materna e neonatal (eles recomendam o mínimo de seis consultas durante toda a gestação). 

6 -  PRIORIZE A SUA SAÚDE FÍSICA E MENTAL ANTES DE QUALQUER OUTRA COISA

Isso quer dizer que você precisa tanto cuidar da alimentação e começar/continuar a praticar atividades físicas (desde que não tenham contra-indicações para gestantes), quanto cuidar da sua mente e se entregar a atividades e momentos que te deem prazer. Evite passar por situações ou estar com pessoas que possam te estressar nesse momento. Mas se algo te incomodar, não hesite em falar, seja para o parceiro, para algum familiar, para alguma amiga ou até mesmo para os profissionais de saúde que estejam te assistindo.  Você precisa e merece ser ouvida - e falar sempre alivia.

 

Caso você sinta dificuldade em "colocar pra fora" o que está pensando ou sentindo, ou até mesmo em entender o que está acontecendo, procure alternativas para te ajudar. Cada mulher atravessa a gestação de uma forma única e algumas têm mais dificuldade do que outras para lidar com a explosão de hormônios e a sensibilidade causada por eles, além do tanto de mudança que está acontecendo e que ainda está por vir. Por isso, cuidar da sua saúde emocional é tão ou mais importante do que cuidar do bem-estar físico. Recomenda-se que as mulheres grávidas façam psicoterapia individual/de casal se necessário. Gestantes que fazem acompanhamento psicológico durante o pré-natal reduzem significativamente os riscos de depressão pós-parto. 

7 - ENCARE ESSES MESES COMO UM “ESTÁGIO PARA A MATERNIDADE” E ESTUDE MUITO!

Leia livros, assista aos filmes e documentários, podcasts, frequente as rodas de conversas para gestantes e casais, mesmo que on-line, "lives", participe dos cursos e workshops. Informação é o melhor caminho para evitar violência obstétrica e também para alinhar as suas expectativas à realidade. Aqui vão os nossos preferidos:

Documentários: " Trilogia Renascimento do Parto "(o primeiro,  será um divisor de águas), "O Começo da Vida", "Turma do Peito (The Let Down)" e "Orgasmic Birth". Podcast: 40 semanas | Folha. Livro: "Besame Mucho".

8 - MAS TAMBÉM APROVEITE ESSES MESES PARA FAZER AS COISAS QUE VOCÊ GOSTA COM AS PESSOAS QUE VOCÊ GOSTA. NEM TUDO PRECISA SER SOBRE GRAVIDEZ!

Você está grávida, não está doente. Salvo as gestações de risco, nada te impede de continuar vivendo a sua vida e fazendo as mesmas coisas, porém com equilíbrio, você está gerando. Mas nada te impede de sair, namorar, etc. Pelo contrário: fazer isso tudo vai te deixar feliz e vai proporcionar sensações incríveis para o seu bebê. E se ainda não começou a conversar com o ele na barriga, experimente! Pode parecer bem estranho as primeiras vezes, depois ele vai responder com chutinhos. Lembre-se que o vínculo é uma construção diária e ele se inicia durante a gestação.

9 - SE VOCÊ QUISER, ORGANIZE EVENTOS PARA CELEBRAR A CHEGADA DO BEBÊ. MAS SÓ SE VOCÊ REALMENTE QUISER, OK?

Algumas mulheres sonham com chá de bebê antes mesmo de engravidar. Outras não gostam desse tipo de convenção social, e está tudo bem. Se você faz questão, faça, independente do que falarem. Se você não faz, não faça, independente do que falarem. É bem simples! E não somente conte como peça a ajuda de familiares e de amigos para organizar/fazer. Aqui, sugerimos não ultrapssar das 28 semanas de gestação.


Para mulheres que não se sentem confortáveis com o chá de bebê tradicional e menos ainda com as novas versões como o chá revelação, mas que sentem vontade de celebrar a chegada do novo membro da família, aqui vai uma dica. Que tal um chá de bebê mais intimista, apenas para as mulheres próximas da gestante, como mãe, irmãs, primas, tias e amigas, onde as atenções sejam totalmente voltadas para você, como um verdadeiro rito de passagem e de boas-vindas para a mãe que nascerá junto com o bebê? Hoje existem os formatos on-line e com a condução de uma doula, garantimos que será muito especial.

10 - SAIBA FILTRAR O QUE TE FALAM, RECEBA OS BONS CONSELHOS DE OUVIDOS E BRAÇO ABERTOS, MAS ACIMA DE TUDO CONFIE NA SUA INTUIÇÃO.

Devemos sempre respeitar, honrar e aprender com os mais velhos, além de ouvir o que outras pessoas, independente da idade e perfil, mas que já passaram pela experiência da maternidade, podem nos ensinar. Mas existe uma linha tênue que separa as boas dicas da mania que a maior parte das pessoas têm de querer dar pitaco na maternidade alheia. Por isso, filtre o que você ouve e tente absorver apenas o que realmente agrega e ignorar o que não. Confie na sua intuição e no vínculo que você está estabelecendo com o seu bebê. Cada gestação é única e cada maternidade também. 

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