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EPISIOTOMIA É VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA SIM!

Popularmente conhecida como "pique", a episiotomia é um corte completamente desnecessário feito no períneo da mulher para ampliar a passagem do bebê durante o parto vaginal

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Foto: Carla Raiter – Projeto 1:4 – Retratos da violência obstétrica

Até o final da década de 90, a episiotomia, que é o corte feito no períneo da mulher para "ajudar" o bebê a passar pela vagina no parto normal, era uma prática comum e não questionada. Inclusive, era assim que os estudantes de medicina aprendiam como certo. Infelizmente, sabemos que muitas faculdades ainda a ensinam. Felizmente, os movimentos pela humanização do parto que iniciaram no início dos anos 2000 começaram a questionar a sua real necessidade. 

Atualmente, a medicina humanizada encara a episiotomia como um tipo de violência obstétrica. Chamamos de violência obstétrica todo e qualquer tipo de violência física e/ou psicológica praticada contra a mulher antes, durante e após o parto. Na maioria das vezes, a episiotomia é feita sem a ciência e, muito menos, sem o consentimento da mulher. 

O corpo da mulher é preparado para parir, assim como o corpo do bebê é preparado para nascer. A cabeça do bebê é mole porque o crânio é feito por suturas, que permitem que os ossos se movimentem durante o parto para passar no canal vaginal. Os músculos da pelve são elásticos e, conforme o útero vai se dilatando, eles vão se expandindo. Em 90% dos partos normais não há qualquer impedimento para que o bebê passe e saia do canal vaginal. Nos outros 10%, existem práticas menos invasivas, com consequências bem menos traumatizantes, como o extrator à vácuo ou o fórceps. A própria laceração natural (quando a saída do bebê acaba machucando um pouco a vulva ou mesmo fazendo fissuras) têm a cicatrização muito mais rápida e sem efeitos colaterais. Uma coisa é dar pontos em um corte que aconteceu por acidente. Outra coisa é dar pontos em um corte que foi provocado.

O corte realizado neste procedimento lesiona o músculo bulboesponjoso, afetando assim a contração vaginal, ereção do clitóris e eliminação da secreção das glândulas mucosas durante o ato sexual. Os relatos das mulheres que receberam a episiotomia variam desde demora excessiva para a recuperação, fibrose, perda de sensibilidade ou dor excessiva, impedindo o retorno à vida sexual normal. Alguns estudos da Biblioteca de Cochrane (ONG mundial que revisa publicações da medicina) mostram que a episiotomia pode trazer complicações graves, como laceração e frouxidão na região perineal, que podem resultar em incontinência urinária e/ou fecal. 

 

Equipes de obstetrícia humanizada NÃO fazem episiotomia!
 

DICAS PARA PREVENIR POSSÍVEIS LACERAÇÕES ESPONTÂNEAS NO PARTO NORMAL:

 

- prepare o seu períneo ao longo de toda a gestação com acompanhamento profissional (fisioterapeuta obstétrica/pélvica)

- faça exercícios específicos: Pilates, Yoga, EPI-NO, etc.

- acompanhe o crescimento e pesagem do bebê ao longo dos exames no pré-natal

- deixe claro no seu plano de parto tudo o que você permite ou não permite ser feito com o seu corpo no caso de laceração

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