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O QUE O BEBÊ OUVE DENTRO DA BARRIGA?

Conversar com o bebê é uma maneira de estabelecer e aumentar o vínculo durante a gestação

“Toda vez que eu converso com a minha barriga, o bebê se mexe”. “O bebê tava bem agitado, aí coloquei uma música bem tranquilinha e fiquei acariciando a minha barriga, e ele dormiu”. “Eu tenho certeza que o bebê reconhece a voz do pai, porque toda vez que o meu marido fala perto da barriga, o bebê chuta”. Esses são alguns trechos de alguns relatos de gestantes e puérperas que foram entrevistadas pelo Parto Normal ABC . Será que eles fazem realmente sentido? Os bebês são capazes de ouvir e reconhecer vozes e sons lá de dentro da barriga?

A resposta é: SIM! 

A audição é, dos cinco sentidos do ser humano, o primeiro a se formar completamente, ainda dentro da barriga. Por isso, a maior parte dos movimentos do bebê são respostas às sensações provocadas pelo que ele ouve. É por isso que a maior parte dos recém-nascidos só param de chorar quando são colocados junto ao peito da mãe, ouvindo as batidas de seu coração tão familiares e o som de sua voz - barulhinhos que o acompanharam durante todo o tempo que estiveram dentro do útero. É por isso que no parto normal humanizado, a recomendação é de que o bebê seja entregue diretamente à mãe logo após o nascimento, ainda ligado no cordão umbilical.

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QUANDO A AUDIÇÃO DO BEBE COMEÇA A FUNCIONAR?


A partir da 12ª semana de gestação o feto já passa a ter um sistema auditivo primitivo e a partir da 14ª já tem completamente formados todos os ossos do ouvido interno, responsáveis pela passagem do som que chega ao ouvido externo para o cérebro. Por volta da 21ª semana de gravidez, o bebê já consegue ouvir e até mesmo distinguir a voz da mãe. Um pouquinho antes da 24ª semana, ele começa a reagir aos estímulos sonoros mais conhecidos, internos e externos. Quanto aos sons internos, a médica refere-se aos barulhinhos do funcionamento do organismo da mãe. É isso mesmo, além da sua voz (que ele ouve “de dentro”), o seu bebê pode ouvir e reconhecer as batidas do seu coração, o som da sua respiração, a pulsação da artéria aorta, a circulação sanguínea da região uterina, os ruídos do estômago e do intestino, as articulações em movimento e até mesmo os seus passos! Quanto aos sons externos - voz do pai e de pessoas próximas, músicas e até mesmo ruídos cotidianos como o barulho do trânsito ou da televisão - o bebê consegue ouvir de uma maneira distorcida/abafada, já que para o som chegar até dentro da placenta ele passa por uma série de barreiras: pele, gordura, parede do útero e líquido amniótico. Sabe quando você mergulha na piscina e consegue ouvir o que tá acontecendo lá fora de um jeito bem específico? Então!

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EU NÃO ME SINTO CONFORTÁVEL/NÃO TENHO VONTADE DE CONVERSAR COM A MINHA BARRIGA


Não tem problema nenhum! Nenhuma mulher é melhor ou pior mãe por não conversar com o bebê dentro da barriga, e nem deve fazê-lo contra a vontade só porque “todo mundo fala que é bom”. Cada mulher é única e cada gestação também e existem mulheres que não estão preparadas ou simplesmente não querem estabelecer o vínculo com o bebê antes de efetivamente vê-lo ou tocá-lo. E tá tudo bem. Isso só se torna um “problema” se causar um incômodo para a gestante ou para o casal grávido. Se o fato de não conversar com a ‘barriga’ provoca tristeza, ansiedade ou culpa para a mãe, a melhor maneira de lidar é trazendo esse incômodo à tona durante um acompanhamento psicológico pré-natal, seja individual ou em grupo. 

EU NÃO ME SINTO CONFORTÁVEL/NÃO TENHO VONTADE DE CONVERSAR COM A MINHA BARRIGA


Não tem problema nenhum! Nenhuma mulher é melhor ou pior mãe por não conversar com o bebê dentro da barriga, e nem deve fazê-lo contra a vontade só porque “todo mundo fala que é bom”. Cada mulher é única e cada gestação também e existem mulheres que não estão preparadas ou simplesmente não querem estabelecer o vínculo com o bebê antes de efetivamente vê-lo ou tocá-lo. E tá tudo bem. Isso só se torna um “problema” se causar um incômodo para a gestante ou para o casal grávido. Se o fato de não conversar com a ‘barriga’ provoca tristeza, ansiedade ou culpa para a mãe, a melhor maneira de lidar é trazendo esse incômodo à tona durante um acompanhamento psicológico pré-natal, seja individual ou em grupo. 

OS BENEFÍCIOS DA MÚSICA NA GESTAÇÃO

 

Colocar música para o bebê escutar ainda dentro da barriga não somente estimula o desenvolvimento do sistema auditivo, como toda a atividade cerebral e cognitiva, além de provocar sensações de bem-estar e relaxamento. “Quando a gente tá triste e coloca uma música pra ouvir, se sente melhor. Quando a gente tá alegre e ouve música, fica ainda mais feliz, sente vontade de dançar e de pular. Música tem a ver com emoção e as reações que ela pode provocar são involuntárias, por isso que até mesmo dentro da barriga o nosso cérebro em formação já responde ao ritmo, às batidas, à melodia, etc. 

Sendo assim, a música traz benefícios não apenas para o bebê, como para a mãe e para a gestação de um modo geral. Quando a mulher grávida ouve as músicas que gosta, os níveis de serotonina, dopamina e ocitocina aumentam, por isso a alegria e a disposição também aumentam, enquanto a ansiedade e a tensão diminuem. 

Existe inclusive um estudo publicado em 1993 e aprimorado desde então de um fenômeno chamado “Efeito Mozart”, que refere-se ao aumento de capacidade de raciocínio lógico e espacial após ouvir música clássica, pelo menos durante um tempo. Por isso, muitos especialistas incentivam as gestantes a ouvirem cerca de 30 minutos de música clássica por dia. Mas se a futura mãe não curte esse tipo de música, não tem problema nenhum. Seja Mozart ou Beyoncé, o importante é ouvir o que a faça se sentir bem, porque com certeza o bebê também se sentirá. 

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